quarta-feira, 30 de março de 2011

Guilherme Arantes se apresenta com Orquestra Filarmônica de Brasília!


No próximo concerto, que será dia 13 de abril de 2011, às 21 horas, na Sala Villa-Lobos, a Orquestra Filarmônica de Brasília terá a participação especial do cantor, compositor GUILHERME ARANTES, um grande artista brasileiro de renome nacional e internacional.
Arranjos especialmente elaborados pelo maestro Joaquim França, a abertura com um pout pouri de músicas do Guilherme feito por Dora Galesso.
Maiores informações com  DONER CAVALCANTE
Produtor Cultural
OFB/AMABRA
61 84139026 / 81095101 / 96951332 / 91813999

12º Pagode Vip em Dose Dupla com Vaguinho e Renatinho Bokaloka

Neste final de semana o bairro do Laguinho se prepara para receber sambistas e pagodeiros na sede do Centro de Cultura Negra no 12º Pagode Vip. Organizado pela Associação Amigos do Laguinho, esta edição é em dose dupla, em dois dias eles trazem como atração o paraense Vaguinho DB e Banda e Renatinho Bokaloka, do Rio de Janeiro. Os dois são referência em samba no Brasil e dão continuidade ao projeto de intercâmbio de sambistas de outros estados e amapaenses. Do Amapá, sobe no palco os grupos Sensação do Samba e Tirando Onda.
Não é a primeira vez que Vaguinho vem ao Amapá, mas é sua estréia no Pagode Vip. Ele vem lançar o segundo CD e DVD da banda trazendo o samba paraense que começa a fazer sucesso em todo o Brasil. O Pará é o Estado que mais envia artistas para a festa, o que justifica pela qualidade, proximidade do Amapá e tradição em comunhão de cultura e diversão entre os dois Estados.

O sambista Renatinho, integrante que assumiu o nome do grupo Bokaloka, é hoje um dos artistas mais prestigiados pelo público e mídia. É ele quem canta as famosas “Como Zaqueu”, “Hoje eu vou pagodear”, “Mina de Fé” e outros sucessos. O grupo é um dos poucos que tem entre seus fãs admiradores do pop-rock. Eles já se apresentaram com Paralamas, Cidade Negra e Capital Inicial. 
Para a organização do Pagode Vip essa edição significa a honra respeito e prestígio da entidade. Criado pela Associação, que é formada por jovens do Laguinho, ele tem o objetivo social de contribuir com os moradores carentes da baixada Poço do Mato. Parte da arrecadação é investida em ações sociais, como festa para o dia das mães, das crianças e natal, quando proporcionam lazer, distribuição de brindes e brinquedos e atendimento médico e estético.
“Hoje os moradores e a sociedade têm respeito pela Associação, nunca fomos chamados de exploradores, e esse é o melhor retorno”, fala o presidente da Associação, Adílio Palheta. Realizado no Centro de Cultura Negra, eles aproveitam para explicar que mesmo com o débito do CCN com a CEA, que causou o corte da energia, baseados em Lei, eles conseguiram com que a ligação temporária fosse autorizada.
“A ANEEL tem uma resolução que permite a religação de energia específica para eventos, baseados nesta Lei, a Associação fez o pagamento antecipado do consumo estimado e a energia foi religada ontem e será desligada na próxima segunda-feira, 4”, disse o presidente Adílio.
Serviço:
2 de abril (sábado):Vaguinho e Banda
Hora: 22:00
3 de abril (domingo): Renatinho Bokaloka
Hora: 21:00
Valores:
Abadá para área vip (para os 2 dias): R$ 40,00 (meia entrada)
Ingresso para pista (dois dias) : R$ 30,00 (meia entrada)
Postos de venda: Calçadão do Valdir, Empório do Índio, Bar do Velho, Sorveteria Jesus de Nazaré e Lu Bijux (em frente à UNA)

segunda-feira, 28 de março de 2011

NÃO TEM NADA NA AMAZÔNIA?

                                              
Está próximo o dia em que teremos em nossa terra querida o show de uma banda chamada RESTART. Minha filha ligou para mim na hora do trabalho enlouquecida dizendo onde eu podia comprar o seu ingresso. Seu entusiasmo era tamanho, que fiquei tentada a fazê-lo na mesma hora, mas acabei me atrasando e não o fiz.

Em casa foi o assunto do dia. Por isso, a noite, meu filho disse que salvou um vídeo onde essa banda falava mal da Amazônia. Eu não acreditei, mas não seria a primeira vez que isso iria ocorrer com a gente.

E, infelizmente, ele estava certo. Um dos calças-colorida (seria o nome mais adequado para a banda), disse que uma das cidades onde não tocou e gostaria de tocar, era o Amazonas. Primeiro, não é de se admirar que ele não saiba a diferença entre um estado, uma cidade ou mesmo uma região. Confundiu tudo...

Depois ele explicou porque seria legal tocar no Amazonas: imagina tocar num lugar só mato, onde não sabemos nem se tem público, civilização, em que a gente acha que não tem nada...

Coitado desse menino. Coitada da minha filha e da minha sobrinha. Coitados, os tantos adolescentes que compram essas calças coloridas...

Uma banda que não respeita seu público, que não conhece seu país.

Depois do than, than, than, than, um colorido que empobrece a nossa juventude.

Mas, como professora e de naturalidade amazônida, me sinto tentada a pedir que mais uma vez digamos ao Brasil, quem somos nós: o maior rio do mundo, as andorinhas no seu balé, o pirarucu no leite de coco, a super lua em muitos dias de cada ano, vento, vento, o cupuaçu estonteante, o marabaixo e sua tradição, o meio do mundo e seu poder místico, a pororoca e sua força, o açaí, a vastidão do curiaú...

Ah, Restart, o Amapá tem muito a te oferecer, mas eu não te ofereço mais a ingenuidade e a alegria da minha filha e da minha sobrinha. Elas não vão mais ao show.

Isso o Amapá não pode mais te oferecer. Entretanto, desejo que saia daqui refletindo que somos um país ainda bastante ignorante, porque alguns sempre se acharam mais civilizados do que outros, porque alguns sempre acharam que tinham mais a oferecer do que outros, porque alguns sempre se acharam melhor do que outros.

Isso é a tristeza da colonização. Vocês são a tristeza dela e da globalização..., mas égua, não, é melhor parar por aqui, isso são conceitos profundos demais para um calça-colorida.

CARLA NOBRE, POETA, PROFESSORA, MÃE
SAUDAÇÕES LITERÁRIAS E TUCUJU
CARLA NOBRE

terça-feira, 22 de março de 2011

Maracujazz da Capital: bossa nova e jazz nesta sexta-feira na Casa de Choro

O resultado de um trabalho musical de quatro anos feito por músicos amapaenses poderá ser apreciado no próximo dia 25 de março, na casa de Choro Ceará da Cuíca. É o Quinteto Amazon Music que inova incrementando à música instrumental brasileira uma fruta típica da região e a sonoridade que marca a musica negra americana, o jazz, e apresenta o Maracujazz da Capital. No show, a ousadia vai unir a bossa nova, MPB instrumental, e o próprio jazz, que serão tocadas pelo grupo que se tornou o retrato dos estilos no Amapá.

Proposta musical- O Quinteto é uma das formações atuais mais promissoras e começa a ocupar lugar no cenário musical amapaense também pela realização de duas edições do Festival de Música Instrumental do Amapá com a participação de instrumentistas renomados no Brasil.  “Temos um trabalho voltado para a formação musical, compomos, fazemos shows, mas não esquecemos o compromisso de formar uma platéia de gerações diversas, descobrindo talentos amapaenses e os unindo a prestigiados músicos brasileiros”, disse Finéias Nelluty, do Quinteto.

A mistura dos dois símbolos nativos do Brasil, música instrumental e o maracujá, e a referência musical americana, difere a Maracujazz da banda de rock brasiliense que brincou com a palavra maracatu. A escolha do repertório garante a brasilidade, com clássicos do instrumental nacional, a negritude americana marcada pelo jazz e ainda o regionalismo através de composições autorais tocados por esse quinteto que começou a aventura às margens do rio Amazonas e que está ganhando público e formando platéia.

Além das apresentações semanais na orla do Complexo do Araxá, eles participaram de shows dos artistas Humberto Moreira e Ana Martel, fizeram uma homenagem à Vinícius de Morais e um show de bossa nova. Para aumentar o conhecimento, eles participam há três anos do Curso Instrumental de Verão, em Brasília, onde foram reconhecidos e indicados para uma apresentação em uma das maiores referências em jazz do Brasil, a Casa de Show Jazz Café.

Texto: Mariléia Maciel

Formação do Quinteto Amazon Music:

Finéias Nelluty (teclado), Israel Cardoso (guitarra), Ezequiel Freitas (Baixo), Paulinho Queiroga (bateria) e Sinei Saboya (trompete).

Serviço:

Show Maracujazz da Capital
Local: Casa de Choro Ceará da Cuíca
Dia: 25 de março
Hora: 22:00
Mesa: R$ 30,00
Mais informações: 9115-1774

DJALMA LÚCIO LANÇA NA INTERNET ... EP CONFORME PROMETI NO RÉVEILLON

O cantor e compositor maranhense Djalma Lúcio lançou na internet em fevereiro de 2011 seu primeiro EP solo, Conforme prometi no réveillon. O disco virtual, com quatro músicas, está disponível para download em seu blog http://djalmalucio.wordpress.com/
 
Gravado em outubro de 2010 no estúdio Casa Louca, de São Luís, este é o primeiro registro solo de Djalma. Antes, gravou o único álbum lançado por sua antiga banda, Catarina Mina, que marcou a cena maranhense entre 2000 e 2004. São dessa época as canções “Infiel” (parceria de Djalma com Fábio Abreu e Breno Galdino) e “Bar central”, já conhecidas pelos fãs, mas que até agora permaneciam inéditas. Com o término da banda, Djalma mudou-se para o Rio de Janeiro para estudar Rádio e TV na UFRJ. Paralelamente ao estudo, seguiu com a música; é deste período “Não quero dançar”, inspirada pelo que ele próprio define como “inadequação a certos aspectos da vida noturna carioca”. Para surpresa de Djalma, esta canção se tornou sucesso entre seus colegas de faculdade, gerando o convite para um breve show na boate Pista 3, ao lado do flautista Pedro Veríssimo, em 2008. 

De volta a São Luís após a formatura, Djalma produziu o EP em parceria com Adnon Soares, também o responsável pelo baixo e programação de bateria. A guitarra de Djalma traz como principal referência John Frusciante (ex- Red Hot Chilli Peppers). Suas canções, de linhagem pop, têm texturas sonoras particulares; as melodias, em alguns momentos, remetem ao Clube da Esquina. Suas letras, expressivas, apresentam influências de Caetano Veloso, Lou Reed e Jarvis Cocker. 

Para divulgar seu primeiro disco, Djalma tem feito shows em São Luís e em Imperatriz (MA). A cada apresentação, uma nova canção é acrescentada ao set list, que já inclui, além do repertório do EP, novas composições e antigos sucessos da época da Catarina Mina, como “Haicai”. Seu último show aconteceu no dia 18 de março no Bar do Nelson.

Saiba mais:

 
·         Página com as músicas para audição online - http://djalmalucio.wordpress.com/musicas/
 
·         Fotos de shows de Djalma Lúcio - http://www.flickr.com/photos/djalmalucio 

·         Twitter: @djalma_lucio

Contatos


Telefones: 98-9124-4215 e 8154-5222

quinta-feira, 17 de março de 2011

Marabaixo do Laguinho: Grupo Raimundo Ladislau começa a organizar o Ciclo do Marabaixo

A Associação Cultural Raimundo Ladislau é a primeira do Amapá a tomar iniciativa para garantir a independência dos grupos folclóricos no Ciclo do Marabaixo deste ano. Neste sábado, 19, eles promovem uma festa com sorteio de prêmios e apresentação do grupo do bairro Laguinho. Danniela Ramos, presidente, diz que a decisão de fazer a promoção é para que a festa do Ciclo continue dentro do padrão de qualidade, que é marca da Associação, sem depender integralmente do Governo do Estado, e ainda para inserir a promoção no calendário de homenagem ao padroeiro de Macapá.

Eles escolheram o sábado por ser o dia de São José e os moradores poderão contribuir e contar com mais uma opção cultural e de lazer na cidade. A programação inicia às 12:00 com sorteio de prêmios variados e som mecânico. 

A partir das 17:00 começa a parte cultural com apresentação do grupo Raimundo Ladislau, que reúne mais de 100 integrantes entre crianças, jovens, adultos e idosos. O grupo segue  a tradição e dança a maior identidade cultural do povo amapaense com a participação de todos os presentes. “Esta festa não é só para angariar recursos, iremos homenagear nosso padroeiro”, disse Danniela.
 
Ciclo do Marabaixo- A festa anual inicia na Semana Santa e encerra no dia de Corpus Christi com as homenagens à Santíssima Trindade e Divino Espírito Santo. Eles são festejados por quatro grupos familiares tradicionais em dois bairros de Macapá e um na localidade de Campina Grande. Com o passar dos anos, a festa deixou de ser feita inteiramente pelas famílias que patrocinavam a festa em pagamento a uma promessa e começou a receber recursos do Governo do Estado.

Hoje a tradição continua com a derrubada dos mastros nas matas do Quilombo do Curiaú, levantamento deles com rodadas de marabaixo até o amanhecer regado a caldo e gengibirra, missa, novenas, bailes dançantes e a derrubada dos mastros. Mas a partir deste ano a proposta do governo é que o Estado dê apoio sem que os grupos dependam unicamente desse recurso.

A festa continua-“Continuaremos a investir na cultura, sem dúvida, mas não podemos arcar com todas as despesas. Hoje o marabaixo tem respaldo para manter a tradição durante o ano inteiro, fazer apresentações fora do Ciclo e do Encontro dos Tambores e se transformar em atrativo turístico. Estamos abertos, tanto quanto o Governo Federal e empresas, para  contribuir com projetos que promovam cultura e gerem renda o ano todo. A Danniela e seu grupo merecem da população todo o respeito pela iniciativa”, disse o secretário de Cultura, Zé Miguel.
     
“Desde que foi criado sempre procuramos fazer promoções para garantir  roupas bonitas, coloridas, que tornem o marabaixo uma atração turística, sem perder nossa identidade. Agora, conscientes de que o Estado passa por dificuldades, vamos fazer mais promoções e com certeza neste Ciclo teremos o mesmo brilho. Continuaremos a tradição de oferecer caldo e gengibirra, mostrando o verdadeiro marabaixo feito pelo povo. Não dá pra dizer que o Ciclo não foi bonito por culpa do Governo, temos que resgatar a tradição das famílias, amigos e vizinhos fazerem a festa”, disse Danniela.  
   
Fotos e Texto: Mariléia Maciel

Serviço:

Hora: 12:00 (sorteio de prêmios)
           17:00 (rodada de marabaixo até meia-noite)
Local: Casa da Tia Biló-Rua Eliezer Levi, entre Mãe Luzia e Nações Unidas
Cartela: R$ 1,00

Prêmios: 1aparelho de DVD, 1 micro systen, 1 aparelho de celular, 1 cafeteira, 1 liquidificador, 1 pen-driver de 8 gigas, 1 caixa de frango, 1 ventilador. Mais prêmios surpresas.

quarta-feira, 16 de março de 2011

FESTIVAL DE FILMES CURTÍSSIMOS COM INSCRIÇÕES ATÉ 1° DE ABRIL

Obras audiovisuais finalizadas em qualquer formato ou data podem se inscrever no Festival Internacional de Filmes Curtíssimos, desde que tenham no máximo 3 minutos de duração e não tenham sido inscritas em edições anteriores do festival. Em 2011 será realizada a 4ª edição do festival, que acontecerá em Brasília, no Museu Nacional da República, entre os dias 6 e 8 de maio.
A inscrição é gratuita e deverá ser realizada através do site do festival.

Após o preenchimento do formulário de inscrição o material inscrito deverá ser enviado via correio para a produção do evento (no endereço Espaço Cultural Renato Russo – 508 Sul Bl. A – CEP 70.351-580 (Aos cuidados do Festival Internacional de Filmes Curtíssimos) e postado até o dia 1° de abril. Os selecionados serão divulgados até 15 de abril e as premiações para os vencedores ainda serão publicadas no site do evento.

Obs: Vídeos de até 3 minutos de duração podem participar

quinta-feira, 10 de março de 2011

VEM AÍ O I FESTIVAL DE LADRÃO DE MARABAIXO


A observação dos eventos de Marabaixo, nossa maior manifestação cultural, principalmente no mês de abril, quando as comunidades dos Bairros do Laguinho, Favela e zona rural do município de Macapá realizam a Festa da Santíssima Trindade, Divino Espírito Santo e outros, nos leva a comprovar que uma das características marcante do ritual está desaparecendo, o “ladrão”.

O “ladrão”, é o verso cantado ao som dos tambores ou caixas de Marabaixo, assim chamado por roubar a privacidade e o sentimento dos integrantes da comunidade ou fato relevante ocorrido naquele determinado momento, formando assim, uma importante coletânea de registros históricos, cantados, através dos ciclos da manifestação.

A proposta de realização do FESTIVAL DE LADRÃO DE MARABAIXO é resgatar tão importante característica histórica e cultural de nosso povo. Daí, a Confraria Tucuju, através de projeto aprovado pelo Ministério da Cultura, vem realizar o mesmo.

Atuando desta maneira, acreditamos estar intervindo de forma positiva no processo de (re)conhecimento das coisas e acontecimentos locais.

Além de, com a produção e distribuição de um DVD do Festival, estaremos estimularmos o retorno do improviso nas rodas de Marabaixo e estimulando o aparecimento de novos talentos no interior dessas manifestações e assim contribuindo para o processo de fortalecimento e valorização da cultura e turismo amapaense.

Macapá/ Ap., 04 de março de 2011.
Telma Costa Zezinho Duarte
CONFRARIA TUCUJU COMISSÃO ORG. DO FESTIVAL
PRESIDENTE PRODUTOR CULTURAL

ESTRÉIA DE BONEQUINHA DE PANO‏

O espetáculo teatral Bonequinha de pano, primeiro e único texto de Ziraldo escrito especialmente para ser encenado, estréia dias 12 e 13 de março (sábado e domingo) no Teatro das Bacabeiras pelas mãos do encenador Claudio Silva. Trata – se da mais recente empreitada do Ói Nóiz Aqui Traveiz, que contou com o talento a sensibilidade da atriz Sabrina Zahara, que vive dois personagens: a bonequinha Pitucha e sua dona, Leninha, narrando com humor e emoção, a trajetória da criança ao mundo adulto, com todas as suas alegrias, mas também com os seus momentos difíceis. Na equipe constam ainda a participação do cantor e compositor Cléverson Baía que assina a direção musical.

A peça é dividida em dois atos. No primeiro, a bonequinha Pitucha, há muitos anos esquecida no sótão da casa da avó, relembra os momentos marcantes da vida da menina Leninha, numa vivência ambientada em cenários e adereços construídos do ponto de vista da boneca. No segundo ato, a menina, já adulta, reencontra sua antiga bonequinha, descobrindo que o espírito de criança ainda vive dentro dela. Neste reencontro as duas revivem as lembranças de grandes momentos da infância: as brincadeiras de criança, a separação dos pais e o primeiro beijo são apenas alguns dos acontecimentos da vida de Leninha, narrados pela boneca, que conta ainda o seu próprio nascimento, quando sua avó a fez.
Rica em imagens e conteúdos como deve ser uma peça infanto-juvenil, Ziraldo em sua obra trata temas importantes que geralmente são ensinados para as crianças de forma pejorativa, assim, a encenação valoriza todos estes temas abordados pelo autor a fim de garantir um espetáculo para o público de todas as idades.
O Ói Nóiz Aqui Traveiz é uma companhia de artes compromissada com a transformação social de nossas crianças, jovens e adolescentes, preparando – as para um futuro promissor, onde viver em harmonia seja a arma principal de construção da cidadania e da paz. Assim, sempre buscamos concepcionar espetáculos no qual seja possível visualizar mensagem de amor e respeito à vida. Tal preocupação tem nos rendido prêmios nacionais, como: Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz, Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna e Prêmio Funarte de Artes Cênicas na Rua. O grupo encontra em fase de pré - produção do espetáculo Amor por Anexins.
Texto: Ziraldo
Encenação: Claudio Silva
Assistente de Direção: Dan Alves
Direção Musical: Cléverson Baía
Iluminação: Dan Alves
Maquiagem: Sabrina Zahara
Projeto Cenógrafico: Bruno Nunes
Execução de Cenários: Wagner Ribeiro e Agostinho Josaphat
Concepção de Figurinos: Bruno Nunes
Confecção de Cenários: Rosa
Contra - Regras: Washington Silva, Nilton Lima e Aurélio Ribeiro
Produção Executiva: Claudio Silva
Direção de Produção: Dan Alves
Direção Geral: Ói Nóiz Aqui Traveiz
SERVIÇO:
O que? Peça Teatral Bonequinha de Pano
Quando? 12 e 13 de Março de 2011 às 19:00 Horas
Quanto? R$ 20,00
Onde? Teatro das Bacabeiras
OBS: Imprima o panfleto do espetáculo que encontra - se em anexo e pague somente meia entrada! (Repassem aos amigos, colegas, conhecidos, chegados, parceiros, brothers, cumpadre e etc...)

sexta-feira, 4 de março de 2011

Chegou o Carnaval!!!


O carnaval retém a essência da “brasilidade” armazenando a memória nacional, pois tudo que não deve ser esquecido incorpora-se ao carnaval, isto só é possível com o aparecimento do carnaval popular, revelando a aceitação das camadas inferiores como integrantes de fato e de direito, tornando possível a integração de traços culturais.

O carnaval é considerado uma das festas populares mais animadas e representativas do mundo. Tem sua origem no entrudo português, onde, no passado, as pessoas jogavam uma nas outras, água, ovos e farinha. O entrudo acontecia num período anterior à quaresma e, portanto, tinha um significado ligado à liberdade. Este sentido permanece até os dias de hoje no Carnaval.

No Brasil, no final do século XIX, começam a aparecer os primeiros blocos carnavalescos, cordões e os famosos "corsos". Estes últimos tornaram-se mais populares no começo dos séculos XX. As pessoas se fantasiavam, decoravam seus carros e, em grupos, desfilavam pelas ruas das cidades. Está ai a origem dos carros alegóricos, típicos das escolas de samba atuais.

No século XX, o carnaval foi crescendo e tornando-se cada vez mais uma festa popular. Esse crescimento ocorreu com a ajuda das marchinhas carnavalescas. As músicas deixavam o carnaval cada vez mais animado. Assim sendo, constituindo-se como a maior manifestação da cultura popular do país, o carnaval é comemorado em todo território nacional das mais variadas formas, levando em consideração as peculiaridades das regiões e micro-regiões existentes, que produzem uma multiplicidade de sons, formas e movimentos, como as do Samba carioca, as do Frevo pernambucano e do Reisado cearense.
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 (Foto: Blog da Alcilene - Bloco a Banda, em 1968)
Hoje o carnaval representa um complexo de elementos simbólicos que vão desde alternativa de democratização do lazer, atingindo uma parcela significativa da população urbana excluída do consumo de bens e serviços culturais pelo baixo poder aquisitivo, à utilização de modernos instrumentos de organização no gerenciamento deste importante segmento da “indústria cultural”, a qual, por envolver grandes demandas de recursos logísticos, humanos e financeiros, representa substancial relevância na economia do país, dos estados e dos municípios, movimentando produtos e serviços através do turismo e aquecimento do mercado.

(Foto: Blog da Alcinéa - Desfile de Boêmio do Laguinho, década de 70, na Av. FAB )
As primeiras manifestações carnavalescas de rua surgiram em nosso Estado na década de 50, trazidas pelos saudosos foliões paraenses chamados Mestre Bené, José Vagalume, Mané de Sousa, dentre outros. Os mesmos fundaram inicialmente um bloco de sujo denominado de “Bandoleiros da Orgia”, assim surgia o nosso carnaval. Anos mais tarde com o surgimento de outros blocos, surgem as primeiras escolas de samba. A partir dai o carnaval de rua começa a ganhar um novo formato. Surgem as escolas de samba: Maracatu da Favela, Boêmios do Laguinho, Embaixada de Samba Cidade de Macapá e Piratas da Batucada, entre outras.

(Av. Ivaldo Veras - Sambódromo)
 De forma amadora surgiram as primeiras competições entre as agremiações carnavalescas. Dentre estas batalhas podemos citar as saudosas “Batalhas de Confetes” realizadas em alguns bairros (Macapá Hotel/Bairro Central e a do Barrigudo/Bairro do Trem) da cidade de Macapá (patrocinadas pelos comerciários da época). E, posteriormente, com o crescimento de nosso carnaval e com o surgimento de novas escolas de samba, em 1963 a Prefeitura Municipal de Macapá, passou a organizar os desfiles das escolas de samba na Avenida FAB, começam os primeiros campeonatos para verificar qual escola de samba era mais bonita e animada.

Por conta desse crescente avanço é criada em 29 de julho de 1987 a Liga das Escolas de Samba do Amapá (LIESA), esta teria por objetivo administrar e organizar o carnaval amapaense. Posteriormente, impulsionado por esse crescente avanço de nosso carnaval - o espaço da Avenida FAB já se tornava inadequado para a apresentação de grandes espetáculos que começava a se anunciar. Assim, em 1997 o Governo do Estado constrói o nosso Sambódromo.

Fiquem com a bela composição de Benito Di Paula "Retalhos de Cetim". Um feliz Carnaval para todos, até quarta feira!

Ensaiei meu samba o ano inteiro,
Comprei surdo e tamborim.
Gastei tudo em fantasia,
Era só o que eu queria.
E ela jurou desfilar pra mim,
Minha escola estava tão bonita.
Era tudo o que eu queria ver,
Em retalhos de cetim.
Eu dormi o ano inteiro,
E ela jurou desfilar pra mim.
Mas chegou o carnaval,
E ela não desfilou,
Eu chorei na avenida, eu chorei.
Não pensei que mentia a cabrocha,que eu tanto amei.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Lançamento do livro Teatro em Bar um diálogo com o criador


A atriz e Professora Elisete Teixeira lança livro no Espaço Cultural do Café Savana na CLN 116 Bl. A Lj 4 – Asa Norte, Brasília/DF, em 15 de março de 2011 a partir das 19h.

Teatro em Bar um diálogo com o criador, faz  o resgate da memória teatral dos experimentos cênicos apresentados em bares de Brasília no final da década de 1970 à 1990 e homenageia Lauro Nascimento, dramaturgo e pioneiro dessa ação em Brasília. 
Sobre a Autora

Elisete Teixeira, nasceu em Patos de Minas/MG em 1956. É Bacharel em Comunicação Social pelo UNICEUB, Licenciada em Artes Cênicas e Visuais pela Universidade de Brasília – UNB e Pós-Graduada em Linguagem Teatral e em Linguagem Artística e Educação pela Faculdade de Arte Dulcina de Moraes – FADM. Veio para Brasília em 1971, iniciou-se no Grupo de Teatro Ariano Suassuna,  integrou o grupo Máscaras sendo também uma das fundadoras da Companhia de Artes Cênicas do Terceiro Mundo e doTeatro Menospausa . Atualmente ministra oficinas de Teatro e de Contadoras de histórias.

Sobre o Homenageado

Lauro Nascimento, em 1962 veio para Brasília,  licenciou-se em Artes Plásticas pela UnB. Professor, ator, cenógrafo, encenador, dramaturgo e diretor. Foi um dos maiores incentivadores e pioneiros da Arte Educação, das Artes Cênicas e Plásticas nesta capital . Atualmente reside em Montes Claros onde nasceu em 1938, desenvolvendo trabalhos nas Artes Visuais.

Palestras

Serão realizadas duas palestras sobre  o  livro" Teatro em Bar um diálogo com  o criador," com  a autora Elisete Teixeira e o  homenageado Lauro Nascimento.  No  dia  16  de  março de  2011  às 10h30min,  na  Faculdade  de  Artes Dulcina de Moraes – FADM  e  no  dia  17 de março  às  15h, na Casa Laranja do Museu Vivo da Memória Candanga – MVMC, aberto ao público.

A presente obra conta com o patrocínio do Fundo de Apoio à Cultura - FAC, da Secretaria de Cultura do Governo do Distrito Federal, e o apoio cultural do Museu Vivo da Memória Candanga – MVMC, da Faculdade de Artes Dulcina de Moraes – FADM e do Café Savana. É uma publicação da Editora Thesaurus, com arte e diagramação do  arquiteto Thiago de Andrade e produção cultural de Raí Marques.

Contamos com sua presença e divulgação.

Texto: Raí Marques
Produtor Cultural