
Aroldo Pedrosa contará com o acompanhamento da banda Vanguarda, formada pelos músicos – também amapaenses – Israel Cardoso (direção musical, guitarra e violão I), Alan Bacelar (violão II), Jéfrei Galúcio (teclado), Helder Melo (baixo), Marquinhos (bateria), Diego Gomes (percussão), Aritiene Dias (sax), Jorge Luís (trompete I), André Garcia (trompete II) e Antônio Carlos (trombone). E a atriz e tigresa Rosa Rente, com intervenções poéticas tropicalistas.
O repertório das canções do show foi escolhido através de um trabalho minucioso de pesquisa, fazendo um panorama da MPB que vai da popularíssima e inesquecível Vou tirar você desse lugar (Odair José) à antológica e revolucionária É proibido proibir (Caetano Veloso).
Tropicália na Linha do Equador é um show coletivo, com convidados como os cantores Cléverson Baía, Matheus Farias, Alan Bacelar, Dylan Rocha, Rebeca Braga, Celine Guedes e as bandas Mini Box Lunar e Os Corleones.

Outro importante momento do show é a reverência que o artista – discípulo confesso do movimento tropicalista – faz aos 41 anos da Tropicália, rememorando dois episódios históricos e controvertidos da cultura brasileira: o Phono 73 – quando o compositor/cantor baiano tropicalista Caetano Veloso, ao retornar do exílio londrino, se apresentou com o cantor brega Odair José cantando Vou tirar você desse lugar. O segundo episódio é o polêmico Festival Internacional da Canção-FIC, de 1968, realizado no Teatro TUCA (SP) e promovido pela Rede Globo, onde o criador da Tropicália, acompanhado da banda Os Mutantes, defendeu a sua É proibido proibir, explodindo em um discurso que perpetuou a máxima “Vocês não estão entendendo nada!”. A reverência culmina com o retorno de “1968 – o ano que não terminou”, do escritor e jornalista Zuenir Ventura – livro famoso que fala dos acontecimentos da época, reeditado agora e provocando novas e acaloradas discussões. Em Vou tirar você desse lugar, Alan Bacelar faz o violão tocado por Odair José, e na emblemática É proibido proibir, a banda Vanguarda recebe o reforço da Mini Box Lunar para reviver a banda tropicalista Os Mutantes. No repertório tem ainda “Coração Materno”, composição de Vicente Celestino, considerada “música de mau gosto” pelos mais jovens na época, mas interpretada – sob arranjos de Rogério Duprat – com genialidade por Caetano; e Soy loco por ti, América (Gilberto Gil/ Capinan), composição feita em homenagem ao líder guerrilheiro Chê Guevara, morto em 1968. Esta canção (uma idéia de Caetano) é marco também do tropicalismo. Tem ainda Linha do Equador – canção de Caetano, em parceria com Djavan, bem representativa da idéia da Tropicália no meio do mundo. O show se encerra com Fé Cega, Faca Amolada (Milton Nascimento/ Ronaldo Bastos), numa homenagem aos Doces Bárbaros – Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia e Gal Costa – que, em 1977 e 25 anos depois (2002), se juntaram, com amor no coração, para cantar a Tropicália. Imagens dos DVDs OS Doces Bárbaros e Outros Bárbaros vão ser exibidas durante o evento.
Show: Tropicália na Linha do Equador
Data: 27 de agosto de 2009 (quinta-feira)
Local: SESC Centro/ IV ALDEIA SESC – Povos da Floresta
Hora: 21h
Traje: Tropicalista / Premiação: A fantasia mais criativa ganha uma assinatura anual da revista Vanguarda.
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