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terça-feira, 25 de agosto de 2009

TROPICÁLIA NA LINHA DO EQUADOR

Os projetos NAVEGANDO NA VANGUARDA e ALDEIA SESC – Povos da Floresta apresentam o show-manifesto Tropicália na Linha do Equador com o poeta e compositor amapaense Aroldo Pedrosa, vencedor de festivais de música popular pelo país, entre eles o 3º Fest Sinhá – Festival Internacional da Canção de Goiás/2000, o 10º Festival MPB de Tatuí/2001 (SP) e o 37º Festival da Canção de Boa Esperança/2005 (MG).


Aroldo Pedrosa contará com o acompanhamento da banda Vanguarda, formada pelos músicos – também amapaenses – Israel Cardoso (direção musical, guitarra e violão I), Alan Bacelar (violão II), Jéfrei Galúcio (teclado), Helder Melo (baixo), Marquinhos (bateria), Diego Gomes (percussão), Aritiene Dias (sax), Jorge Luís (trompete I), André Garcia (trompete II) e Antônio Carlos (trombone). E a atriz e tigresa Rosa Rente, com intervenções poéticas tropicalistas.


O repertório das canções do show foi escolhido através de um trabalho minucioso de pesquisa, fazendo um panorama da MPB que vai da popularíssima e inesquecível Vou tirar você desse lugar (Odair José) à antológica e revolucionária É proibido proibir (Caetano Veloso).

Tropicália na Linha do Equador é um show coletivo, com convidados como os cantores Cléverson Baía, Matheus Farias, Alan Bacelar, Dylan Rocha, Rebeca Braga, Celine Guedes e as bandas Mini Box Lunar e Os Corleones.

Matheus Farias é revelação da nova safra de cantores do Amapá. Foi ele o intérprete de Anjo (Aroldo Pedrosa/ Zé Miguel), canção campeã do II Festival Universitário da Canção-Feucan/2005. Rebeca Braga despontou no Fejoca – Festival Jovem da Canção, e hoje é cantora reconhecida no cenário musical amapaense. Dylan tem Bob Marley como mestre e faz o reggae do meio do mundo. Cléverson Baía, o mais experiente do grupo, interpreta Levemente Louca, junto com o parceiro e anfitrião Aroldo Pedrosa. “Levemente Louca é uma balada tropicalista-amazônica”, completa Pedrosa, o compositor da letra vanguardista. O jovem músico estreante Alan Bacelar canta Sonho de Ícaro (Pisca/ Cláudio Rabello) e A bela e a fera (Edu Lobo/ Chico Buarque), esta gravada por Tim Maia no célebre disco “O grande circo místico”, e, no final, vai juntar-se ao Aroldo, Rebeca e Celine para fazer Os Doces Bárbaros, em Fé Cega, Faca Amolada (Milton Nascimento/ Ronaldo Bastos). A banda Os Corleones faz o Top-Top (Arnaldo Baptista) e a Mini Box Lunar, que faz música e poesia de vanguarda no meio do mundo, completa o elenco de convidados com a música autoral Eu já quebrei os discos do Odair.

Outro importante momento do show é a reverência que o artista – discípulo confesso do movimento tropicalista – faz aos 41 anos da Tropicália, rememorando dois episódios históricos e controvertidos da cultura brasileira: o Phono 73 – quando o compositor/cantor baiano tropicalista Caetano Veloso, ao retornar do exílio londrino, se apresentou com o cantor brega Odair José cantando Vou tirar você desse lugar. O segundo episódio é o polêmico Festival Internacional da Canção-FIC, de 1968, realizado no Teatro TUCA (SP) e promovido pela Rede Globo, onde o criador da Tropicália, acompanhado da banda Os Mutantes, defendeu a sua É proibido proibir, explodindo em um discurso que perpetuou a máxima “Vocês não estão entendendo nada!”. A reverência culmina com o retorno de “1968 – o ano que não terminou”, do escritor e jornalista Zuenir Ventura – livro famoso que fala dos acontecimentos da época, reeditado agora e provocando novas e acaloradas discussões. Em Vou tirar você desse lugar, Alan Bacelar faz o violão tocado por Odair José, e na emblemática É proibido proibir, a banda Vanguarda recebe o reforço da Mini Box Lunar para reviver a banda tropicalista Os Mutantes. No repertório tem ainda “Coração Materno”, composição de Vicente Celestino, considerada “música de mau gosto” pelos mais jovens na época, mas interpretada – sob arranjos de Rogério Duprat – com genialidade por Caetano; e Soy loco por ti, América (Gilberto Gil/ Capinan), composição feita em homenagem ao líder guerrilheiro Chê Guevara, morto em 1968. Esta canção (uma idéia de Caetano) é marco também do tropicalismo. Tem ainda Linha do Equador – canção de Caetano, em parceria com Djavan, bem representativa da idéia da Tropicália no meio do mundo. O show se encerra com Fé Cega, Faca Amolada (Milton Nascimento/ Ronaldo Bastos), numa homenagem aos Doces Bárbaros – Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia e Gal Costa – que, em 1977 e 25 anos depois (2002), se juntaram, com amor no coração, para cantar a Tropicália. Imagens dos DVDs OS Doces Bárbaros e Outros Bárbaros vão ser exibidas durante o evento.


Show: Tropicália na Linha do Equador
Data: 27 de agosto de 2009 (quinta-feira)
Local: SESC Centro/ IV ALDEIA SESC – Povos da Floresta
Hora: 21h
Traje: Tropicalista / Premiação: A fantasia mais criativa ganha uma assinatura anual da revista Vanguarda.


SERVIÇOS

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Ministério da Cultura vem ao Amapá promover oficina para interessados em participar do Prêmio Culturas Populares

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A Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura (SID/MinC) vai promover a VI Oficina de Capacitação para interessados em participar do Prêmio Culturas Populares 2009 – Mestre Dona Izabel. Tendo como oficineira a coordenadora Geral de Fomento à Identidade e Diversidade Étnica do Ministério a Cultura, Adriana Cabral, o encontro será uma oportunidade única para pessoas físicas ou grupos organizados, formal ou informal terem capacitação adequada para concorrerem ao prêmio que dará R$ 1.960.000,00 (um milhão, novecentos e sessenta mil reais) em recursos para os vencedores.

O prêmio vai contemplar 195 iniciativas com prêmios de R$ 10 mil, sendo 60 projetos de Mestres e Mestras dos Saberes e Fazeres, 135 iniciativas de Grupos e Comunidades Tradicionais e um prêmio para a Mestra homenageada. O edital explica que a categoria Mestres ou Mestras das culturas populares são definições para pessoas físicas de grande experiência e conhecimento de saberes e fazeres populares que se dedicam à expressões populares, que tenham reconhecimento da comunidade onde vivem e atuam e capacidade de transmissão de seus conhecimento. Grupos e Comunidades Tradicionais são definidos como formação de membros da comunidade, formal ou não, que estejam diretamente envolvidos com expressões culturais populares e que tenham no mínimo 3 anos de existência contados a partir da data de publicação do edital.

O sociólogo Jocivaldo Ramos, técnico da Prefeitura de Santana, parceira da oficina, explica que os projetos podem contemplar várias formas de cultura popular: religioso, que envolva ritual, danças, festejos e artes populares, mitos, histórias e até medicina, alimentação e culinária. “A oficina é muito importante para quem quer concorrer ao prêmio, aqui no Amapá temos uma variedade cultural rica e extensa, e podemos concorrer com várias delas, desde projetos que contemplem a cultura do marabaixo e batuque, até falando de pessoas tradicionais, como a Tia Chiquinha ou mostrando a nossa culinária e até a gengibirra”, diz Jocivaldo.

Outras cidades já receberam a visita dos técnicos do Ministério da Cultura, como Belém e Curuça, no Pará, Olímpia (SP) e Diamantina (MG). As inscrições podem ser feitas até o dia 28 de agosto. A oficina será realizada nesta terça-feira, 25 de agosto, das 9h às 12h, na Sala de Teleconferência da Universidade Aberta do Brasil/Casa Brasil, na cidade de Santana, Estado do Amapá.

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Mariléia Maciel
Assessora de Comunicação
Mais informações: 8116-6687

terça-feira, 18 de agosto de 2009

6° TRIBUTO A RAUL SEIXAS!

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Acontece neste domingo, dia 23 de agosto de 2009, a 6° edição do Tributo a Raul Seixas. Esse tributo é realizado há cinco anos pelo Professor Rômulo Vasconcelos, estudioso da obra de Raul e fã incondicional do "maluco beleza". O show, que será realizado na Praça Cívica de Santana, a partir das 20:00 h, terá a participação de Adson Boy, Cláudio Amaral, ED Play, Fabiano, Jorginho do Teclado, Leila Homobono, Oldair Rodrigues e pelo músico e compositor Osmar Junho (convidado especial).

As músicas imortais de Raul Seixas, que faleceu em 21/08/1989, portanto, 20 anos sem o nosso “maluco beleza”, serão tocadas e acompanhadas por uma banda base composta pelos músicos: ED. Jacques (guitarra), Fabiano (bateria), Gerônimo (baixo), Jorginho do Teclado (violão), Neto (teclado) e Tom Campos (guitarra). Então, nesse domingo estão todos convidados a participar desse tributo a um dos compositores da nossa MPB, mais irreverente, influente e polêmico que o Brasil já teve. Quem for assistir a esse show não vai se arrepender, pois se deliciará com momentos pra lá de agradáveis ao som de belas canções de Raul Seixas, segundo nos promete o organizador do evento.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

terça-feira, 28 de julho de 2009

Banco do Brasil lança o Projeto CLÁUDIO SANTORO 90 Anos!

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Acontece hoje (quarta-feira) no Centro Cultural do Banco do Brasil em Brasília, o lançamento do Projeto Cláudio Santoro, que neste ano estaria completando 90 anos.

O referido projeto acontecerá de julho a novembro de 2009 e tem como objetivo apresentar um pouco da musicalidade de Santoro, através de uma série de concertos com obras significativas e inéditas do compositor.

Santoro é considerado um dos grandes compositores da música brasileira, e depois de Villa-Lobos, é o brasileiro mais executado no exterior.

Compôs vastíssima obra musical compreendendo sinfonias, óperas, bailados, aberturas, concertos para piano, violino, danças, duos, orquestra de cordas, trios, quartetos, quintetos, solos para piano, canções e músicas eletroacústicas.

Santoro foi também um grande maestro brasileiro, além de fundador do Departamento de Música da UNB e da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional de Brasília.

Como abertura do projeto, vamos ter a apresentação das Canções de Amor de Cláudio Santoro com poemas de Vinícius de Morais, além do “Mini concerto grosso”.

As canções são para canto e piano e foram arranjadas para orquestra de cordas e Harpa, pelo maestro amapaense Joaquim França.

O concerto acontece hoje, dia 29 de julho, no Teatro do Centro Cultural do Banco do Brasil/Brasília, e terá como solista a mezzo-soprano Luisa Francesconi, que será acompanhada pela Camerata do Brasil, sob a regência de Joaquim França.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Bolsa Agente Escola Viva 2009 IMPORTANTE !!!‏

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Bolsa Agente Escola Viva 2009

Inscrições até 28 de agosto
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O Edital Bolsa Agente Escola Viva 2009 tem como objetivo apoiar financeiramente projetos pedagógicos que integrem Cultura e Educação e visem contribuir para um sistema de ensino com melhor qualidade.Com recursos de mais de R$ 4,3 milhões, a Secretaria de Cidadania Cultural do Ministério da Cultura (SCC/MinC) disponibilizará 300 bolsas para Pontos de Cultura que desenvolvam iniciativas em parceria com escolas e organizações estudantis.

O valor recebido por cada proposta selecionada será de R$ 43.680,00, a serem divididos entre os parceiros que desenvolverão a iniciativa, da seguinte forma: R$ 10 mil para o Ponto de Cultura; R$ 20 mil para a instituição educacional; R$ 5 mil para o professor coordenador do projeto; e o restante em três bolsas mensais de R$ 380,00, por um ano, para os estudantes participantes.

No período de 15 de julho até 28 de agosto, os proponentes poderão inscrever junto à SCC/MinC o projeto pedagógico de caráter cultural conforme as especificações do edital, acompanhado da documentação exigida.Confira o edital e os anexos:

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Fonte: Ministério da Cultura - 15 de Junlho de 2009.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

O Brasil e sua vergonhosa exclusão cultural

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Em tempos de Cirque du Soleil (a 300 reais por cabeça, na promoção), nunca é demais lembrar o modelo excludente da cultura no Brasil. Apesar das moderníssimas leis de incentivo à produção cultural, o que vemos é que as verbas públicas são apropriadas por poucos e a produção advinda dessas verbas se destina a uma parcela diminuta da população. Eis os números do IBGE:

Apenas 13% dos brasileiros freqüentam cinema pelo menos uma vez por ano
92% nunca entraram num museu
93,4% jamais frequentaram uma exposição de arte
78% nunca assistiram a um espetáculo de dança, embora 28,8% saiam para dançar regularmente
90% dos municípios brasileiros não possuem pelo menos um desses equipamentos: salas de cinema, teatro, museu ou espaços culturais multiuso
600 municípios brasileiros não possuem qualquer tipo de biblioteca (405 deles ficam no Nordeste e apenas 2 no Sudeste)
1,8 livro per capita/ano é a média de leitura do brasileiro (contra 2,4 na Colômbia e 7 na França)
25 reais é o preço médio do livro de leitura corrente no país
56,7% da população ocupada na área de cultura não têm carteira assinada
Só para a gente pensar…
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Autor: Marco Bahé - 21/07/09, do Blog Acerto de Contas
Link do Blog Acerto de Contas: O Brasil e sua vergonhosa exclusão cultural

terça-feira, 21 de julho de 2009

Anima Mundi homenageia 1º longa de animação do País

O festival Anima Mundi, que começa amanhã em São Paulo, chega à sua 17ª edição homenageando os irmãos Anélio (morto em 1986) e Mario Latini , criadores do primeiro longa de animação brasileiro, 'Sinfônica Amazônica', de 1952. O filme será exibido no domingo. Antes, no sábado, Marcia Latina, filha de Mário e responsável pela restauração do acervo dos diretores, vai participar de um bate-papo com o público para falar sobre a obra e fazer a exibição de um curta inédito dos irmãos: 'Os Azares de Lulu', feito quando Anélio tinha 13 anos.


"A animação é o berço da tecnologia audiovisual. Televisão, computador e cinema só existem porque um dia alguém fez um desenho e quis colocá-lo em sequência", afirma Marcos Magalhães, um dos criadores da mostra. "Sessenta e cinco anos antes da invenção oficial do cinema, o belga José Platô, inventou uma aparelho para assistir a animações feitas por ele", completa Magalhães.

Na curadoria do evento, ele diz ter escolhido filmes que fossem relevantes para o público brasileiro, originais e diversificados. "Não privilegiamos nenhum estilo ou formato de filme."

Ao todo, foram selecionados 401 filmes, de 40 países, divididos em quatro mostras competitivas e quatro não competitivas. Deste total, 66 longas são brasileiros, 56, franceses, 47, britânicos, 46, americanos e 24, alemães. Há ainda filmes de países como Ucrânia, Taiwan, República Tcheca, Moçambique, Letônia, Eslováquia e Croácia. As informações são do Jornal da Tarde.

Anima Mundi. De amanhã a domingo. Exibições na Fundação Memorial da América Latina: Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664, Barra Funda. Das 11h às 24h.
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Fonte: Yahoo Brasil - Notícias em 21/07/2009 e Blog Memória Viva: história rima com memória

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Começa Hoje o Batuka! Brasil International Drum Fest

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Começa hoje, dia 18 (sábado, as 18hs) e vai até 19 de julho (domingo, as 17hs), no Auditório do Ibirapuera, reduto cultural da capital de São Paulo, o principal evento brasileiro voltado ao universo da bateria. Com dez edições já realizadas e dois CDs oriundos do projeto, o Batuka! Brasil International Drum Fest cumpre o papel de difusor da cultura brasileira e do intercâmbio cultural, reunindo em sua programação shows, workshops e performances de artistas brasileiros e estrangeiros.

Desde a sua primeira edição, o festival já recebeu ícones da música nacional, entre eles Zimbo Trio, Pedro Mariano, Caju e Castanha e Banda Mantiqueira, sempre destacando a importância desses artistas na construção da biografia cultural brasileira. Daniel Baeder, Cuca Teixeira, Paulo Zinner e João Barone também já passaram pelos palcos do Batuka! Brasil.

Os convidados estrangeiros pontuam a diversidade que o brasileiro tanto aprecia. O intercâmbio cultural que ocorre durante a realização do festival é de grande valia aos estudantes de música e ao público em geral. Assim como a presença de artistas brasileiros intensificam o conhecimento sobre as origens da nossa música, os estrangeiros revelam suas próprias culturas e enriquecem nosso conhecimento, sem falar da troca de informações e também da boa música que trazem ao festival.

Entre os bateristas estrangeiros que já passaram pelo Batuka! Brasil estão nomes de grande importância no cenário da música mundial, como Jim Chapin, Dave Weckl, Dom Famularo e Virgil Donati.

O Concurso Nacional de Bateristas, que faz parte da programação do festival, nasceu para revelar novos talentos da música, e o tem feito com sucesso. Entre os vencedores, estão bateristas como Rafael Barata (Edu Lobo/Angela Ro Ro), Igor Willcox (Família Lima) e Sandro Moreno (Zé Ramalho/Tete Espíndola).

Em 2009, o Batuka! Brasil receberá os bateristas brasileiros Daniel Oliveira, Vera Figueiredo e Gabriel Martins, o grupo de percussão Tribores e os americanos Zoro (Lenny Kravitz) e Clayton Cameron (Tony Benett).
OBS: Ingressos no valor de R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia).
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Texto do site VCVAI.COM (O guia 2.0 de lugares para sair e se divertir)

terça-feira, 14 de julho de 2009

Inscrições para o 'Prêmio Loucos pela Diversidade' foram ampliadas até 27 de agosto

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O Ministério da Cultura, por meio da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural (SID/MinC), e o Ministério da Saúde, por intermédio da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz/MS), divulgaram a prorrogação até 27 de agosto do prazo para inscrições no edital do Concurso Público Prêmio Cultural Loucos pela Diversidade 2009 - Edição Austregésilo Carrano. O aviso de adiamento foi publicado nesta segunda-feira, 13 de julho, no Diário Oficial da União (Seção 3, página 116).


Destinada a contemplar trabalhos relacionando cultura à saúde mental, a premiação conta com recursos de R$ 675 mil para destacar 55 propostas: sete de instituições públicas; oito de organizações da sociedade civil, instituições privadas, entidades e associações sem fins lucrativos; 20 de grupos autônomos; e 20 de pessoas físicas. Os prêmios para as três primeiras categorias serão de R$ 15 mil e de R$ 7,5 mil para a categoria individual.

Cada candidato poderá inscrever-se em somente uma das modalidades e com até três iniciativas artístico-culturais. O edital tem como objetivo promover uma nova visão da política cultural e da política de saúde mental, na qual o respeito à identidade e à diversidade constroem um país mais democrático.

Confira o edital.
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(Texto: Marcos Agostinho, Comunicação Social/MinC)(Fonte: SID/MinC)
Publicado por
Comunicação Social/MinC
Categoria(s):
Identidade e Diversidade, Notícias do MinC, O dia-a-dia da Cultura
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quarta-feira, 24 de junho de 2009

Musicos Instrumentistas Santaneses e Casa Brasil Unidade Santana lançam o Projeto Música Instrumental Para Todos

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Acontece nesse próximo sábado (dia 27 de junho de 2009) no Auditório da Casa Brasil Unidade Santana, a partir das 19:00 h, o lançamento do Projeto "Música Instrumental Para Todos".

O referido projeto é uma iniciativa de músicos instrumentistas de Santana com o apoio da Coordenação da Casa Brasil, onde o mesmo tem como propósito valorizar as expressões artísticas e musicais do povo santanense e amapaense, contribuindo assim, com o desenvolvimento cultural local e propiciando formas alternativas de opções de lazer e entretenimento.

Em outras palavras, o projeto visa promover a Música Instrumental no sentido da promoção da diversidade musical e reiterando a importância da abertura de mais espaços para a movimentação da cena instrumental local. Visa também desenvolver em toda a comunidade santanense e amapaense a formação de público e platéia ouvinte das mais variadas músicas e estilos tais como: MPB, Blues, Jazz e Pop Rock nacional e internacional, etc.

Tom Campos (guitarista), um dos idealizadores do projeto, lembra que a iniciativa não visa apenas à quantidade de atrações reunidas para uma apresentação, mas principalmente visa a variedade de sonoridades de grande qualidade artística que serão apresentadas ao público. E diz mais, que um dos objetivos específicos do referido projeto é dar oportunidade para os músicos instrumentistas mostrarem suas diferentes trajetórias, influências e propostas estéticas. Portanto, visando em comum, a revelação de novos talentos da música instrumental santanense e amapaense. Lembrando ainda, que após o lançamento do projeto, haverá mais uma apresentação (em julho) na Casa Brasil, depois o projeto percorrerá os mais diversos logradouros públicos do município de Santana.
Todos estão convidados a conferir esse raro momento de se ouvir uma boa música e de qualidade. Não esquecendo que a entrada é franca.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Diferença entre Umbanda e Kardecismo

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É comum a controvérsia de uns e de outros, quanto a Umbanda ser um "aspecto" ou modalidade do chamado Espiritismo dito de Kardec. Estes estudiosos parece que não estudaram a "coisa" como ela é e se apresenta. Batem-se no ponto de que no Umbandismo existe a manifestação dos espíritos e no Espiritismo, também!

Todos sabem que quem particularizou o termo espiritismo foi Allan Kardec, para traduzir por ele certos ensinamentos dos espíritos. A palavra espírito se perde na antiguidade, dentro dos livros religiosos de vários povos, inclusive nos Vedas, dos Brahmas, no Livro dos Mortos dos Egípcios, nas obras de Fo-HY, um dos mais antigos sábios da China, na Bíblia de Moysés, na Kabala dos Judeus, nos evangelhos ditos de Cristo, etc...

Mas, que se deve entender realmente por espiritismo? Segundo Kardec, é a doutrina dos espíritos. Como vêem, pelo exposto, revelar a doutrina ou as coisas do espírito não foi privilégio nem de uns ou de outros. Diremos, pois, que a doutrina espírita ou Espiritismo tem por princípio as relações do mundo material com os espíritos ou seres do mundo invisível, etc..

Estas relações, esta doutrina, que também traduzem as Eternas verdades, são tão velhas quanto a própria humanidade, porquanto podem ser identificadas nestes ditos antigos e sagrados livros das mais velhas religiões do mundo. Kardec codificou, isto é , propagou, apenas parte destas antigas verdades - reveladas pelos espíritos de acordo com a época - expressões de uma Lei, imutável, que vêm sendo confirmadas e ampliadas dentro das nossas Linhas de Umbanda, por grandes instrutores, espíritos altamente evoluídos, que consideramos como Orixás intermediários e Guias, que têm como missão precípua reconstituir as partes restantes, ou seja....o todo....

O que ressalta então, claramente do exposto? Que há uma certa identidade entre o Espiritismo e a Umbanda. Esta identidade se verifica, quanto à Doutrina, à manifestação e comunicação dos espíritos, pelo fator mediúnico, bem como pela parte científica, filosófica e moral, etc...Mas, sobrepõe-se logo, numa comparação, o seguinte: a Lei de Umbanda NÃO É o
Espiritismo, apenas. Este, com todo seu conteúdo, e que faz parte da Umbanda, isto é, se integra ou se absorve nela, faz parte dela!

Na Umbanda, além da parte filosófica, científica, doutrinária e dos fenômenos da mediunidade, pela manifestação, desta ou daquela forma, dos espíritos, formando estas coisas, os atributos principais e tacitamente reconhecidos como particularizando a Escola Kardecista, tema Umbanda ainda, bem definido, o aspecto propriamente dito de uma Religião, pela Liturgia, Ritual, Simbologia, Mitologia, Mística, bem como pela Magia, Astrologia esotérica e outras correlações de Forças NÃO PRATICADAS no denominado espiritismo,e portanto inexistentes neste!
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Fonte: Umbanda Sagrada - Rubens Saraceni.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

O DISCURSO DISCRIMINADOR DO MARABAIXO

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Não é de hoje que o marabaixo é discriminado. Aliás, as manifestações culturais de origem africana sempre foram vistas como ilegais ao longo da história do Brasil. Do samba à religião, seus promotores foram vítimas de denúncias que os boletins de ocorrências policiais e os processos judiciais relatam como vadiagem, prática de falsa medicina, curandeirismo e charlatanismo, entre outras acusações, muitas vezes com prisões e invasões de terreiros.

Essa discriminação ocorreu - e ainda ocorre - em contextos históricos e sociais diferenciados, e veio produzida por instituições que tinham o objetivo de combater o que lhes fosse ameaçador ou que achassem associadas às práticas diabólicas, ao crime e à contravenção.

No caso do marabaixo, há anos venho relatando episódios de confronto entre a igreja católica (e seus prepostos eclesiásticos e seculares), e os agentes populares do sagrado, estes que, por serem afro descendentes, mestiços e principalmente por serem pobres, foram e são discriminados, visto o ranço estereotipado de que são “gente ignorante” e supersticiosa.

É do século XIX a influência do evolucionismo que tomava como modelo de religião “superior” o monoteísmo cristão e via as religiões de transe como formas “primitivas“ ou “atrasadas” de culto. Para Vagner Gonçalves da Silva (Revista Grandes Religiões nº 6), nesse tempo “religião” opunha-se a “magia” da mesma forma que as igrejas (instituições organizadas de religião) opunham-se às “seitas” (dissidências não institucionalizadas ou organizadas de culto).

É do século XIX também os primeiros escritos sobre o marabaixo. Em um deles um anônimo articulista o ataca, dizendo-se aliviado porque “afinal desapareceu o infernal folguedo, a dança diabola do Mar-Abaixo”. Ele afirma que “será uma felicidade, uma ventura, uma medida salutar aos órgãos acústicos se tal troamento não soar mais...”. Na sua narrativa preconceituosa vai mais além ao dizer que “Graças ao Divino Espírito-Santo, símbolo de nossa santa religião, que só exige a prática de boas ações, não ouviremos os silvos das víboras que dançam ao som medonho dos gritos dos maracajás (...), que é suficiente a provocar doudice a qualquer indivíduo”. Assevera adiante “Que o Mar-Abaixo é indecente, é o foco das misérias, o centro da libertinagem, a causa segura da prostituição”. E finaliza conclamando “Que os pais de famílias, não devem consentir as suas filhas e esposas freqüentarem tão inconveniente e assustador espetáculo dessa dança, oriunda dos Cafres”. (Jornal Pinsonia, 25 de junho de 1898).

Discursos de difamação do marabaixo como este e a posição em favor de sua extinção ocorreram seguidamente. O próprio padre Júlio Maria de Lombard quebrou a coroa de prata do Espírito Santo que estava na igreja de São José e mandou entregar os pedaços aos festeiros. O povo se revoltou e só não invadiu a casa padre para matá-lo graças á intervenção do intendente Teodoro Mendes.

Com a chegada do PIME – Pontifício Instituto das Missões Estrangeiras - em Macapá (1948) o marabaixo sofreu um período de queda, mas suportado com tenacidade por Julião Ramos, que não o deixou morrer. Tiraram-lhe inclusive a fita da irmandade do Sagrado Coração de Jesus, da qual era sócio fiel.

Nesse período os padres diziam que o marabaixo era macumba, que era coisa ruim, e combatiam seus hábitos e crenças, tidos como hediondos e pecaminosos, do mesmo jeito que seus antecessores o fizeram no tempo da catequização dos índios. Mas o bispo dessa época, D. Aristides Piróvano, considerava Mestre Julião “um amigo” (Ver Canto, Fernando in “A Água Benta e o Diabo”. Fundecap, 1998).
O preconceito dos padres italianos com o marabaixo tem apoio num lastimável “achismo”. Os participantes são católicos e crêem nos santos do catolicismo, tanto que a festa é dedicada ao Divino Espírito Santo e à Santíssima Trindade e não a entidades e voduns como pensam. Nem ao menos há sincretismo nele.

E se assim fosse? Qual o problema? Antes de emitirem um julgamento subjetivo sobre um fato cultural é preciso conhecê-lo. É preciso ter ética. Ora, sabe-se que todos os sistemas religiosos baseiam-se em categorias do pensamento mágico. Uma missa ”comporta uma série de atos simbólicos ou operações mágicas” (Vagner Silva op. cit.). Observe-se as bênçãos, a transubstanciação da hóstia em corpo de Cristo, por exemplo. Um ritual de umbanda comporta a mesma coisa.

O marabaixo tem rituais próprios, ainda que um tanto diferentes. Por isso e apesar do preconceito ainda sobrevive. Valei-nos, Santo Negro Benedito!
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Do Web Jornal: Corrêa Neto - Por Fernando Canto (Sociólogo)

terça-feira, 9 de junho de 2009

Arte e solidariedade no show Terra: um Canto de Paz

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É hoje, 10 de junho, o show do cantor e compositor amapaense Alan Yared. O espetáculo terá um pouco de pop rock, mas o forte será o estilo regional. Sucessos de artistas nacionais como Supla irão se encontrar com estilos completamente diferentes, como de Vicente Celestino, Cartola, Raul Seixas e Lô Borges. Aqui do Amapá o regional terá atrações como os sucessos de Joãozinho Gomes e presença de Zé Miguel, Beto Oscar, Cleverson Bahia e outros. A atualidade amapaense será representada por Karol, que fez sucessos com o show Divas, e das banda Dezoito 21 e Afro Rap.

Com uma carreira iniciada ainda na infância, Alan começou formando bandas de garagem e a partir da década de 90, começou a compor e participar de festivais aqui do Amapá e fora do Estado, shows e mostras de músicas autorais. Com o Tributo à Legião Urbana percorreu vários municípios e em 2008 gravou um cd single com uma crítica ao imperialismo dos Estados Unidos, o Sai For a Tio Sam. Durante o Fórum Social Mundia deste ano, Alan se apresentou no evento e vendeu mais de 200 cópias do cd single.

Terra: Um Canto de Paz, título do show, terá também um cunho social. Parte da renda será para ajudar a creche Irmã Carmela Bonassi, no bairro Marabaixo. Inicia às 20:30, no Teatro das Bacabeiras. O ingresso está sendo vendido a R$ 12,00, meia: R$ 6,00.
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Mariléia Maciel
Assessora de Comunicação
Mais informações: 8116-6687

domingo, 31 de maio de 2009

O DIA EM QUE O MARABAIXO PEDIU RESPEITO AO PADRE

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O dia de hoje foi marcado no bairro do Laguinho como o dia em que o povo não deixou que um padre mudasse a história tradicional. Há mais de 100 anos a tradição do marabaixo louva o Divino Espírito Santo e a Santíssima Trindade, mesmos santos da Igreja católica, com homenagens que incluem marabaixo, ladainha, bailes, levantação dos mastros e louvor dentro da Igreja junto com a tradicional missa. Uma convivência respeitosa dos líderes católicos com os participantes do marabaixo. Desde o ano passado este ritual está sendo alvo de preconceito por parte do padre Geovani Pantarolo, da Igreja São Benedito, a única católica do bairro.
Numa atitude que demonstra claramente a ignorância cultural e total falta de conhecimento do padre com a história do Amapá, os participantes do marabaixo foram mais uma vez desrespeitados pelo padre que quis mudar a tradição e deixar a imagem do Divino Espírito Santo longe do altar, em um canto escondido atrás de uma coluna. A atitude preconceituosa também foi tomada em 2008 quando o padre dedicou seu sermão para dizer que marabaixo é coisa do demônio e quem participa não vive na plenitude de Deus.

A ação do padre provocou uma reação do povo do Laguinho. Na noite de hoje após seguirem o rito de pegar a murta, os participantes cantando ladrões, tocando caixas e dançando, entraram na Igreja na hora da missa deixando os presentes sem entender o que estava acontecendo. O padre causador do transtorno não estava presente. Danniela Ramos, bisneta de Mestre Julião Ramos e presidente da Associação Raimundo Ladislau pediu desculpas pela interrupção, pegou o microfone que foi desligado a manado de um líder da Igreja. Usando a voz acostumada a entoar ladrões durante horas, Danniela falou em nome do povo tradicional do Laguinho e foi escutada mesmo sem microfone.

Sob olhares reprovadores dos coordenadores da missa, que chegaram a ameaçar chamar a polícia, Danniela falou entre outras coisas, que não vamos deixar um padre mudar nossa história e que o padre precisa conhecer nossas tradições pra julgar. “O padre não pode dizer que o marabaixo é coisa do demônio se não conhece os festejos, estamos aqui em protesto a esta atitude preconceituosa, não viemos atrapalhar a missa, mas pedir respeito ao nosso povo, ele quer acabar com nossa história e um povo sem história não existe, e nós existimos”, disse Danniela.

Não é a primeira vez que a cultura do marabaixo é desrespeitada por pessoas que ignoram a tradição amapaense. Um juiz na década de 80 quis impedir os festejos na casa do finado Mestre Pavão por estar perturbando seu sono. Teve que ir embora do Amapá após muitas manifestações. Para construir a UNA os negros tiveram que se armar para enfrentar assessores do prefeito e garantir que o espaço fosse construído. Danniela Ramos vai procurar amanhã mais uma vez o Bispo Dom Pedro pra relatar o acontecimento.
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Texto: MARILÉIA MACIEL

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Unesco lança biblioteca mundial digital

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Mapa de 1562 mostrando o 'novo mundo' faz parte do acervo da Biblioteca do Congresso Americano.

A Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) lança nesta terça-feira a Biblioteca Digital Mundial, que permitirá consultar gratuitamente pela internet o acervo de grandes bibliotecas e instituições culturais de inúmeros países, entre eles o Brasil.

Dezenas de milhares de livros, imagens, manuscritos, mapas, filmes e gravações de bibliotecas em todo o mundo foram digitalizados e traduzidos em diversas línguas para a abertura do site da Biblioteca Digital da Unesco (http://www.wdl.org/).

A nova biblioteca virtual terá sistemas de navegação e busca de documentos em sete línguas, entre elas o português, e oferece obras em várias outras línguas.

Entre os documentos, há tesouros culturais como a obra da literatura japonesa O Conde de Genji, do século 11, considerado um dos romances mais antigos do mundo, e também o primeiro mapa que menciona a América, de 1507, realizado pelo monge alemão Martin Waldseemueller e que se encontra na biblioteca do Congresso americano.

Entre outras preciosidades do novo site estão as primeiras fotografias da América Latina, que integram o acervo da Biblioteca Nacional do Brasil, o maior manuscrito medieval do mundo, conhecido como a Bíblia do Diabo, do século 12, que pertence a Biblioteca Real de Estocolmo, na Suécia, e manuscritos científicos árabes da Biblioteca de Alexandria, no Egito.
Até o momento, o documento mais antigo da Biblioteca Digital da Unesco é uma pintura de oito mil anos com imagens de antílopes ensanguentados, que se encontra na África do Sul.

A foto da imperatriz Thereza Christina, do acervo da Biblioteca Nacional, está disponível no site.

32 instituições

A Biblioteca Nacional do Brasil é uma das instituições que contribuíram com auxílio técnico e fornecimento de conteúdo ao novo site da Unesco.
O projeto contou com a colaboração de 32 instituições, de países como China, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, México, Rússia, Arábia Saudita, Egito, Uganda, Israel e Japão.

O lançamento do site será acompanhado de uma campanha para conseguir aumentar o número de países com instituições parceiras para 60 até o final do ano.

"As instituições continuam proprietárias de seu conteúdo cultural. O fato de ele estar no site da Unesco não impede que seja proposto também a outras bibliotecas", explicou Abdelaziz Abid, coordenador do projeto. A ideia de uma biblioteca digital mundial gratuita foi apresentada à Unesco pelo diretor da biblioteca do Congresso americano, James Billington, ex-professor da Universidade de Harvard.

Ele dirige a instituição cultural do congresso americano desde 1987 e diz ter aproveitado o retorno dos Estados Unidos à Unesco, em 2003, após 20 anos de ausência, para promover a ideia da biblioteca digital.

"Eu lancei essa ideia e sugeri colocá-la em prática nas principais línguas da ONU, como o árabe, chinês, inglês, francês, português, russo e espanhol", diz Billington.

Ele se baseou em sua experiência na digitalização de dezenas de milhões de documentos da Biblioteca do Congresso americano, criada em 1800.

O objetivo da Unesco é permitir o acesso de um maior número de pessoas a conteúdos culturais e também desenvolver o multilinguismo.
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Daniela Fernandes (De Paris para a BBC Brasil)

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Aberto os Editais do MinC de Apoio a Cultura!!!

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- PRÊMIO DE APOIO A PEQUENOS EVENTOS


O objetivo do prêmio é incentivar a troca de saberes em seminários e oficinas, a celebração de festividades, mostras de poesia, literatura, artes plásticas, teatro, cinema, circo, capoeira e música, além da viabilização de shows, feiras e exposições. Serão distribuídos 40 prêmios, divididos em três categorias, que somam um investimento de R$ 750 mil. Para se inscrever, os proponentes devem apresentar evento cultural com orçamento inferior a R$ 50 mil e que se realize entre junho e dezembro de 2009.

>> Inscrições até 30 de maio de 2009 I
Saiba mais

- PRÊMIO ASAS

O prêmio pretende premiar as iniciativas dos Pontos de Cultura que apresentarem as melhores práticas de implantação na execução dos projetos apoiados, contribuindo para a divulgação dos meios mais efetivos de promoção do desenvolvimento autônomo de suas atividades e o avanço do processo cultural da rede dos Pontos de Cultura. Atenção para o novo endereço para o envio das propostas: COMISSÃO DE AVALIAÇÃO DO PRÊMIO ASAS - SBS, Quadra 02, LOTE 11 - Edf: Elcy Meirelles - 2º subsolo CEP: 70.070-120 - Brasília / DF

>> Inscrições prorrogadas até 13 de junho de 2009 I Saiba mais
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Ministério da Cultura - Secretaria de Cidadania Cultural

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Bibliotecas perdem espaço para avanço da internet

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Bibliotecas estão presentes no País


Pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que as bibliotecas públicas são os equipamentos mais presentes nos municípios brasileiros. A Munic 2005 registrou que existem 6.545 bibliotecas localizadas em 4.726 municípios, o que dá uma relação de 1,2 biblioteca por município, índice que chegou a 97,8% em 2006.

Segundo o IBGE, seguem em importância relativa as videolocadoras (de fitas e DVDs) em 78% dos municípios, os estádios ou ginásios esportivos (77%), lojas de discos, CDs, fitas e DVDs (55%), estações de rádio FM (51%) e provedores da Internet (51%).

De 1999 a 2005, o percentual de municípios com provedores de internet passou de 15% para 46%, que representa um aumento de 206,7%. Já as lojas de discos, CDs fitas e DVDs, teatros e salas de espetáculo e estações de rádio FM tiveram um crescimento ao redor de 50% nesse período. Apesar do incremento, somente 21% dos municípios brasileiros possuem salas de teatro. Ainda nesse período, as estações de rádio AM apresentaram um crescimento relativo reduzido (10% permanecendo no patamar de 20%), bem inferior ao das rádios FM (50%).


A pesquisa constatou também um decréscimo de -11% no número de municípios com livrarias (cai de 35% dos municípios, em 1999, para 31% em 2005). O decréscimo do número de municípios com livrarias, em 2005, pode ser justificado pelo redirecionamento da distribuição de livros por diferentes formas como lojas multimídia, supermercados, bancas de jornais, distribuição pelo governo, ou seja, o ritmo da produção de livros no país não acompanha necessariamente a evolução da presença de livrarias nos municípios brasileiros.

Este equipamento cultural abre a possibilidade de um maior entendimento sobre o seu papel como veiculador de conteúdos culturais, não apenas diretamente ligados à leitura, mas a outras possibilidades de acessos mais amplos, como vídeos, Internet , cds, dvds, etc. O menor percentual de manutenção é o de teatros ou casas de espetáculos (76,8%).


Mercado on line de livros impresso se amplia

A internet é um concorrente forte das bibliotecas. Em casa, no escritório, ambiente de trabalho ou em qualquer lan-house de bairro, uma pessoa pode acessar livros através da mídia digital. O portal de pesquisa Google, por exemplo, disponibiliza a abertura de livros, total ou parcialmente, para o internauta que for cadastrado.

Para proporcionar a leitura e pesquisa de livros, o Google está fazendo um acordo com autores e editoras para disponibilizar on line livros do mundo inteiro. Todos os resultados relevantes aparecem nos pesquisa e, ao clicar em um resultado, você é direcionado para a página correspondente no livro, e ainda pode percorrer mais algumas páginas e saber onde comprar o livro ou obter emprestado.
Segundo o site do Google, por enquanto, só é possível exibir alguns trechos do texto da maioria dos livros protegidos por direitos autorais digitalizados pelo Projeto Biblioteca. Como a grande maioria desses livros está esgotada, para realmente lê-los é necessário procurar em uma biblioteca ou sebo.

O Google trabalha com três tipos de livros: os livros protegidos por direitos autorais e à venda, que as editoras ainda estão distribuindo para venda e podem ser encontrados na maioria das livrarias. Este acordo amplia o mercado on-line de livros impressos, permitindo aos autores e editoras ativar os modelos de "visualização" e "compra" que facilitam a disponibilização dos títulos na Pesquisa de Livros do Google.

Os livros esgotados são aqueles que deixaram de ser editados ou vendidos, e só podem ser adquiridos em bibliotecas ou sebos. Quando este acordo for aprovado, todos os livros esgotados que nós digitalizarmos serão disponibilizados para visualização e compra on-line, a menos que o autor ou editora opte por "desativar" o título. Para nós, será extremamente vantajoso para o mercado editorial permitir que os autores e editoras lucrem com volumes que poderiam ter sido considerados totalmente extintos do mercado.


Já os livros não protegidos por direitos autorais não afeta a exibição. Os usuários da Pesquisa de Livros do Google ainda vão poder ler, baixar e imprimir esses títulos, como fazem hoje.


Domínio público


O governo federal também disponibiliza um site na internet, em que os leitores podem fazer suas pesquisas, inclusive de obras raras e que hoje são de domínio público.


No site www.dominiopublico.gov.br, o internauta pode realizar pesquisa por palavra-chave dentro do conteúdo dos documentos disponíveis no acervo, inclusive textos de teses e dissertações e ainda pesquisa por nome do autor.


O site tem obras de texto, imagem, som e vídeo em 47 áreas do conhecimento. Alguns destaques do acervo são as obras completas de Machado de Assis, Poesia de Fernando Pessoa, Literatura Infantil em português, A Divina Comédia em português, obras de Joaquim Nabuco.


Ainda existem diversas obras de autores estrangeiros, inclusive Clássicos das literaturas gregas e romanas.
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Tribuna do Norte Online/RN: Munic

terça-feira, 28 de abril de 2009

Uma Homenagem ao dia 28 de Abril, Dia da Educação!!!

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Paulo Freire e a Educação (A Concepção Problematizadora da Educação)

Nesta concepção, o conhecimento não pode advir de um ato de "doação" que o educador faz ao educando, mas sim, um processo que se realiza no contato do homem com o mundo vivenciado, o qual não é estático, mas dinâmico e em transformação contínua. Baseada em outra concepção de homem e de mundo, supera-se a relação vertical, estabelecendo-se a relação dialógica.
O diálogo supõe troca, os homens se educam em comunhão, mediatizados pelo mundo. "...e educador já não é aquele que apenas educa, mas o que, enquanto educa, é educado, em diálogo com o educando, que ao ser educado, também educa ...".
Desse processo, advém um conhecimento que é crítico, porque foi obtido de uma forma autenticamente reflexiva, e implica em ato constante de desvelar a realidade, posicionando-se nela. O saber construído dessa forma percebe a necessidade de transformar o mundo, porque assim os homens se descobrem como seres históricos.

O Educar para Paulo Freire

Educar é construir, é libertar o homem do determinismo, passando a reconhecer o papel da História e onde a questão da identidade cultural, tanto em sua dimensão individual, como em relação à classe dos educandos, é essencial à prática pedagógica proposta. Sem respeitar essa identidade, sem autonomia, sem levar em conta as experiências vividas pelos educandos antes de chegar à escola, o processo será inoperante, somente meras palavras despidas de significação real. A educação é ideológica, mas dialogante, pois só assim pode se estabelecer a verdadeira comunicação da aprendizagem entre seres constituídos de almas, desejos e sentimentos.

A concepção de educação de Paulo Freire percebe o homem como um ser autônomo

Esta autonomia está presente na definição de vocação ontológica de ‘ser mais’ que está associada com a capacidade de transformar o mundo. É exatamente aí que o homem se diferencia do animal. Por viver num presente indiferenciado e por não perceber-se como um ser unitário distinto do mundo, o animal não tem história. A educação problematizadora responde à essência do ser e da sua consciência, que é a intencionalidade.


A intencionalidade está na capacidade de admirar o mundo, ao mesmo tempo desprendendo-se dele, nele estando, que desmistifica, problematiza e critica a realidade admirada, gerando a percepção daquilo que é inédito e viável. Resulta em uma percepção que elimina posturas fatalistas que apresentam a realidade dotada de uma determinação imutável. Por acreditar que o mundo é passível de transformação a consciência crítica liga-se ao mundo da cultura e não da natureza. O educando deve primeiro descobrir-se como um construtor desse mundo da cultura.

Essa concepção distingue natureza de cultura, entendendo a cultura como o acrescentamento que o homem faz ao mundo, ou como o resultado do seu trabalho, do seu esforço criador. Essa descoberta é a responsável pelo resgate da sua auto-estima, pois, tanto é cultura a obra de um grande escultor, quanto o tijolo feito pelo oleiro. Procura-se superar a dicotomia entre teoria e prática, pois durante o processo, quando o homem descobre que sua prática supõe um saber, conclui que conhecer é interferir na realidade, percebe-se como um sujeito da história.Para ele "não se pode separar a prática da teoria, autoridade de liberdade, ignorância de saber, respeito ao professor de respeito aos alunos, ensinar de aprender".
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Texto: Vera Lúcia Camara Zacharias é mestre em Educação, Pedagoga, consultora educacional, assessora diversas instituições, profere palestras e cursos, criou e é diretora do CRE.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Uma homenagem ao dia 22 de abril, dia da Terra!!!

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Terra
Caetano Veloso
Composição: Caetano Veloso



Quando eu me encontrava preso
Na cela de uma cadeia
Foi que vi pela primeira vez
As tais fotografias
Em que apareces inteira
Porém lá não estavas nua
E sim coberta de nuvens...
Terra! Terra!
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?...
Ninguém supõe a morena
Dentro da estrela azulada
Na vertigem do cinema
Mando um abraço prá ti
Pequenina como se eu fosse
O saudoso poeta
E fosses a Paraíba...
Terra! Terra!
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?...
Eu estou apaixonado
Por uma menina terra
Signo de elemneto terra
Do mar se diz terra à vista
Terra para o pé firmeza
Terra para a mão carícia
Outros astros lhe são guia...
Terra! Terra!
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?...
Eu sou um leão de fogo
Sem ti me consumiria
A mim mesmo eternamente
E de nada valeria
Acontecer de eu ser gente
E gente é outra alegria
Diferente das estrelas...
Terra! Terra!
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?...
De onde nem tempo, nem espaço
Que a força mãe dê coragem
Prá gente te dar carinho
Durante toda a viagem
Que realizas do nada
Através do qual carregas
O nome da tua carne...
Terra! Terra!
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?
Terra! Terra!
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?
Terra! Terra!
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?...
Na sacada dos sobrados
Das cenas do Salvador
Há lembranças de donzelas
Do tempo do Imperador
Tudo, tudo na Bahia
Faz a gente querer bem
A Bahia tem um jeito...
Terra! Terra!
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?
Terra!
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segunda-feira, 20 de abril de 2009

APRENDA A CHAMAR A POLÍCIA

Eu tenho o sono muito leve, e numa noite dessas notei que havia alguém andando sorrateiramente no quintal de casa.
Levantei em silêncio e fiquei acompanhando os leves ruídos que vinham lá de fora, até ver uma silhueta passando pela janela do banheiro.
Como minha casa era muito segura, com grades nas janelas e trancas internas nas portas, não fiquei muito preocupado, mas era claro que eu não ia deixar um ladrão ali, espiando tranqüilamente.
Liguei baixinho para a polícia, informei a situação e o meu endereço. Perguntaram-me se o ladrão estava armado ou se já estava no interior da casa. Esclareci que não e disseram-me que não havia nenhuma viatura por perto para ajudar, mas que iriam mandar alguém assim que fosse possível.
Um minuto depois liguei de novo e disse com a voz calma:
- Oi, eu liguei há pouco porque tinha alguém no meu quintal. Não precisa mais ter pressa. Eu já matei o ladrão com um tiro da escopeta calibre 12, que tenho guardada em casa para estas situações. O tiro fez um estrago danado no cara!
Passados menos de três minutos, estavam na minha rua cinco carros da polícia, um helicóptero, uma unidade do resgate, uma equipede TV e a turma dos direitos humanos, que não perderiam isso por nada neste mundo.
Eles prenderam o ladrão em flagrante, que ficava olhando tudo com cara de assombrado. Talvez ele estivesse pensando que aquela era a casa do Comandante da Polícia.
No meio do tumulto, um tenente se aproximou de mim e disse:
- Pensei que tivesse dito que tinha matado o ladrão.
Eu respondi:
- Pensei que tivesse dito que não havia nenhuma viatura disponível.
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Luiz Fernando Veríssimo

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Tempo de Páscoa

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Tempo de meditar, de buscar,
de agradecer, de plantar a paz.

Tempo de oração!!!

Tempo de abrir os braços, de abrir as mãos
e de ser mais irmão.

Tempo de recomeçar!

Tempo de concessão, de compromisso, de salvação.

Tempo de perdão.

Tempo de libertar, de libertação,
de passagem, de passar...

Para onde?

Para a luz, para o amor, para a vida que é eterna!

Tempo de Ressurreição!!!...
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Fonte: Autor desconhecido